Toponimia - detalhe
Avenida Marquês de Tomar
- Freguesia(s): Avenidas Novas
- Início do Arruamento: Avenida Duque d'Ávila
- Fim do Arruamento: Avenida de Berna
- Data de Deliberação Camarária: 04/12/1902
- Data do Edital: 11/12/1902
- Designação(ões) Anterior(es): Situada entre a Avenida Duque d'Ávila e a Rua Martinho Guimarães.(actual Avenida de Berna)
Em 1902, por Edital municipal de 11 de dezembro, o 1º Marquês de Tomar, ou simplesmente Costa Cabral, ficou perpetuado no arruamento que então ligava a Avenida Duque d’Ávila à Rua Martinho Guimarães (que é hoje a Avenida de Berna).
O nome de Costa Cabral foi atribuído juntamente com outros dois políticos do século XIX : António Augusto Aguiar (1838 – 1887) e o Conde de Valbom (1819 – 1901), na mesma zona das Avenidas Novas de Lisboa e, todos em Avenidas.
António Bernardo da Costa Cabral (Fornos de Algodres/09.05.1803 – 01.09.1889/Porto), licenciado em Direito (1823) e magistrado, foi uma figura preponderante na política portuguesa na consolidação constitucional do reinado de D. Maria II, substituindo o setembrismo pelo cartismo e assim foi agraciado com os títulos de 1.° conde e 1.° marquês de Tomar.
Costa Cabral foi um dos Bravos do Mindelo e depois, procurador régio e deputado eleito por Ponta Delgada em 1834 e 1836, após o que foi o escolhido pelo governo e pela rainha para liderar a pacificação da capital, sendo nomeado a 7 de março de 1838 administrador-geral de Lisboa e mostrando de imediato serviço ao esmagar o levantamento da Guarda Nacional que ocorreu no dia 13 imediato e, por ter sido ser o principal obreiro da dissolução da Guarda Nacional . No ano seguinte passou a Ministro da Justiça e dos Negócios Eclesiásticos no governo de iniciativa da rainha D. Maria II.
Em 1842 foi um dos chefes do movimento revolucionário constitucionalista, lançado no Porto, a partir de janeiro, cuja vitória fez restaurar a Carta Constitucional de 1826 e liquidar institucionalmente o Setembrismo. Nesse mesmo ano e até 1846 Costa Cabral tornou-se Ministro do Reino, no período que ficou conhecido como Cabralismo, e empenhou-se numa reforma do Estado através da publicação de um novo Código Administrativo (1842) que aumentava a centralização administrativa, da reorganização da Guarda Nacional (1842) e da reforma das câmaras municipais (1842-1843). A rainha D. Maria II agradeceu-lhe nomeando-o Conselheiro de Estado (1843), par do Reino (1844) e dando-lhe o título de 1º Conde de Tomar (1845), por duas vidas e, depois elevado a Marquês de Tomar (1878) por D. Luís.
Com o movimento da Maria da Fonte (1846) a rainha viu-se obrigada a demitir Costa Cabral, que se exilou em Madrid. Após voltar foi Primeiro-Ministro, então denominado Presidente do Conselho, de 1849 a 1851. A Regeneração obrigou-o a deixar o governo e enveredou então pela diplomacia, como embaixador em Madrid, no Rio de Janeiro e junto da Santa Sé (chefe da Legação de Portugal ).
Refira-se ainda que o Costa Cabral foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846 e novamente entre 1847 e 1849.
[PM]