Toponimia - detalhe

Igrejas e Ermidas

Rua da Esperança

  • Freguesia(s): Estrela , Estrela
  • Início do Arruamento: Avenida Dom Carlos I
  • Fim do Arruamento: Rua das Trinas

É uma artéria anterior ao Terramoto de 1755, já que depois deste foi aberta a Calçada Marquês de Abrantes para descongestionar o trânsito que se fazia então pela Rua da Esperança.

 

Sobre a sua origem, diz Norberto Araújo (Peregrinações em Lisboa, vol. VII) : « Esta Rua da Esperança, com carácter bairrista, despido de pitoresco, mas expressivo - e que deve seu nome ao nobre Convento da Esperança de que falarei abaixo - foi reconstruída depois do Terramoto; dela saem, pelo lado Norte, agora à nossa esquerda, a Calçada do Castelo Picão, a Travessa das Izabéis, e a Travessa do Pasteleiro, bizarras e populares, que vão dar ao coração da Madragoa, e pelo lado Sul a já citada Travessa dos Barbadinhos».

 

 

 

E esclarece o seguinte sobre o Convento da Esperança: «Em 1530 D.Izabel de Mendanha (...) fundou neste sítio um Convento de Nossa Senhora da Piedade " para senhoras nobres" (...) Chamava-se (...) de Nossa Senhora da Piedade, a que se acrescentava "da Boa Vista", porque ficava neste sítio. (...) Mas, Dilecto, dirás tu: se o Mosteiro era de Nossa Senhora da Piedade porque passou a ser, e ainda é hoje, na sua memória, "da Esperança"? Pois sempre te quero contar e vale a pena. Êste sítio era, à borda do rio, muito de marítimos. E os homens do mar foram sempre dados a devoção, tão singela quanto sincera. Constituíram uma irmandade de pilotos e mestres náuticos intitulada de Nossa Senhora da Esperança. Prosperou de tal forma que se tornou o fulcro devoto do Convento; a gente plebeia do mar absorveu em seu prestígio a classe nobre a que o Mosteiro estava ligado. Fenómeno bem edificante! E o Mosteiro deixa de ser chamado da Piedade - da nobreza que o fundara -, para passar a ser da Esperança - dos marinheiros que a êle se achegaram.».

 

 

 

No 2º andar do n.º 164 desta artéria morou o Almirante Gago Coutinho

[TSP]

 

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