Toponimia - detalhe
Largo do Dr. António de Sousa de Macedo
- Freguesia(s): Misericórdia
- Início do Arruamento: Confluência da Rua do Poço dos Negros, Rua dos Poiais de São Bento e Calçada do Combro.
- Data de Deliberação Camarária: 12/08/1937
- Data do Edital: 19/08/1937
- Designação(ões) Anterior(es): Largo do Poço Novo.
Por deliberação municipal de 12/08/1937 e Edital de dia 19 do mesmo mês passou o Largo do Poço Novo a designar-se por Largo do Doutor António de Sousa de Macedo, assim homenageando o secretário de D. Afonso VI que viveu no Palácio da sua família existente neste Largo lisboeta.
António de Sousa de Macedo (Porto/15.12.1606 – 01.11.1682/Lisboa) foi um seiscentista fidalgo da casa Real, político e diplomata que igualmente desenvolveu uma faceta de jornalista e de escritor.
Era doutor em Direito Civil pela Universidade de Coimbra, cidade onde se estabeleceu como advogado, tendo depois desempenhado funções de jurisconsulto, desembargador da Casa da Suplicação e após a Restauração, de secretário de Estado de D. Afonso VI, tendo sido desterrado para a ilha Terceira após a abdicação deste monarca em 1669. Já em 1641, fora secretário da embaixada que D. João IV enviou a Inglaterra e em 1650, foi nomeado embaixador para a Holanda.
É geralmente considerado o primeiro jornalista português por ter redigido o jornal «Mercúrio Português» que se publicou mensalmente em Lisboa de 1663 a 1666.
Enquanto escritor, António de Sousa de Macedo fê-lo em português, castelhano e latim, sendo o autor de, entre outros, «Flores de España, Excelências de Portugal» (1631), do poema heróico em 13 cantos intitulado «Ulíssipo» (1640), de «Lusitania Liberata ab injusto Castellanorum domínio» (1645) e de «Harmonia Política dos Documentos Divinos com as Conveniências de Estado» (1651). Costuma ser-lhe igualmente atribuída a autoria da «Arte de Furtar», sátira à venalidade do poder e desonestidade dos nobres, publicada em Amesterdão em 1652.
O seu túmulo encontra-se na Igreja de Jesus, na freguesia das Mercês, na capela do Senhor Jesus da Misericórdia, que ele próprio instituiu.
[PM]